21/05/17

António Henriques na Exposição da Incrível


A sede da Incrível Almadense acolhe durante o mês de Maio a exposição, "A Incrível na História da Resistência Antifascista em Almada".

É uma exposição que merece a visita de todos aqueles que se interessam pela história de Almada.


António Henriques também faz parte da exposição, porque além de sempre se ter assumido como democrata, fez parte do MUD, como dirigente local em Almada, em 1946.

30/04/17

As Pazes Entre a Incrível e a Academia por Romeu Correia


Por este ano ser o ano do Centenário do nascimento de Romeu Correia, temos investigado muito do que escreveu o autor almadense.

Um dos artigos que nos surpreenderam positivamente  foi publicado no "O Académico"  de Junho de 1977 ("Hilário Ferreira - uma dádiva total ao Povo de Almada"), em que Romeu presta homenagem aos dois homens fundamentais, António Henriques e Hilário Ferreira, para o reatar de relações entre a Incrível e a Academia Almadense, durante o ano de 1948, em que se comemorava o centenário da "Sociedade Velha".

Transcrevemos a parte que explica como tudo aconteceu:

«Hilário Ferreira obteve, por fim, contacto com a parte contrária. E obteve-o na pessoa do cidadão e memorialista da vida associativa desta terra – António Henriques. Homem inteligente, tolerante e de enraizado amor a Almada (ele, um Incrível-de-todos-os-dias, é o autor do belo volume de textos sobre o Maestro Leonel Duarte Ferreira, na posse do Museu da Academia Almadense), António Henriques entabulou o primeito diálogo “clandestino” com Hilário Ferreira. A tradição da rivalidade era ainda muito forte e negativa, e havia que ambos negociarem com muita prudência. Tiveram lugar estes encontros, talvez uns seis, no Café Paraty, pequena loja que vendia este produto na Rua Direita, onde pontificavam dois empregados doublés, de amadores dramáticos, o Jofre e o Aníbal. Às vezes o diálogo prolongava-se até ao fecho do estabelecimento, às sete horas, e ambos prosseguiam as conversações na parte de dentro.

A 1 de Outubro de 1948, ano do Centenário da Música Velha, este diálogo entre dois homens de boa vontade deu os mais saborosos frutos.»

26/03/17

A Incrível, Romeu Correia e António Henriques


A USALMA organizou o "1º Percurso do Roteiro Literário de Romeu Correia" na tarde de 23 de Março que incluiu a passagem pela Biblioteca e Espaço Museológico da Incrível, com uma pequena pausa para se falar da história da Incrível, que teve obrigatoriamente que incluir o seu grande historiador, António Henriques. E foi por isso que o seu nome foi falado tantas vezes, quer pelos "cicerones" da Incrível, Carlos Guilheme e Luís Milheiro, autores da sua biografia, quer pela professora Edite Condeixa, uma das dinamizadores destes roteiros.

Estiverem em exposição os catorze livros da história da Incrível, oito da sua autoria com os restantes seis, que também têm nas suas páginas a sua "memória".

Foi bom recordar Romeu Correia e não esquecer António Henriques.

(Fotografia de Luís Eme)

01/11/16

António Henriques e a História de Cacilhas (5)


Apontamentos dispersos:

 No tempo das guerras liberais, Cacilhas foi teatro da última resistência das tropas do Duque da Terceira ao exército miguelista comandado por Teles Jordão que aqui encontrou a morte na refrega, em 1833. Há referências na bibliografia de interesse local, da existência de uma fortificação no morro situado por cima do actual Posto da Guarda-Fiscal e de um forte na Fonte da Pipa, também de alguma valia militar; estalagens e cocheiras (hoje casas de comércio).

A maioria da sua população era composta por calafates, barqueiros, tanoeiros, conserveiros, corticeiros e outros, que garantiam a sua actividade profissional nas várias oficinas de tanoaria, fábricas de cortiça, de conservas de peixe e de algodões, alguns armazéns de azeite e de vinhos e de mercearias. Existiu na Rua das Terras (Rua Carvalho Freirinha) uma Cooperativa de Consumo.

Cacilhas beneficiou do primeiro Hospital (conhecido pelo dos ingleses), do concelho de Almada, conhecido pelo dos ingleses, fundado no ano de 1793.

A povoação de origem medieval que, possivelmente, começou a ser povoada depois da conquista do Castelo de Almada pelas armas cristãs, logo após a tomada de Lisboa, é local muito conhecido pelos seus típicos restaurantes do Ginjal, junto ao rio Tejo, de cujo Largo, com intenso tráfego de camionagem, partem passageiros para todo o resto do sul do País. Dali saem, constantemente, carreiras, com passageiros, que fazem a ligação com Lisboa, em barcos de modernas condições de segurança, a substituir os antigos vapores de rodas “Alcântara”, “Belém”, “Frederico Guilherme”, “Lusitano”, “Pescador”, “Popular”, “Renascença”, etc., e mais tarde, o “Atalaya”. Havia o “Victória”, movido a hélices. Contando, de há muito, com os estaleiros navais H. Parry & Sons, SARL., há, agora, os da Lisnave, SARL., estes considerados os melhores da Europa.

Resumindo:
Cacilhas tem: uma Corporação de Bombeiros, que é a mais antiga do país.
A Igreja de Nª. Sra. do Bom Sucesso, a lembrar o terramoto de 1755, construída no local onde se erguia a Ermida de Santa Luzia, que foi antigamente Hospital de Lázaros.
O Ginásio Clube do Sul, o primeiro grupo desportivo deste concelho.
E, ao que nos é dado saber, a primeira Banda filarmónica que existiu antes da Incrível Almadense e, por último, uma Tuna.

15/10/16

António Henriques e a História de Cacilhas (4)


Situação Geográfica:

Localiza-se na vertente norte duma pequena colina que, do Monte de Caparica, segue a montante, a margem sul do Rio Tejo e vai morrer no Mar da Palha, onde hoje se encontra a Lisnave; essa mesma colina, passa por detrás de Cacilhas, entre ela mesma e a vila de Almada e a Cova da Piedade. Cacilhas, voltada para o rio e por ele, ligada a Lisboa, separou-se dos centros da vila e da Cova da Piedade, adquirindo, pela sua situação geográfica, e por outros factores, uma autonomia peculiar.

Situada, portanto, geograficamente, na vertente norte da colina, o seu pendor natural leva, deste lado, os cacilhenses a atravessar o rio e a ligarem-se directamente a Lisboa e a actividades relacionadas com a faina do Rio; por outro lado, atrai visitantes da outra margem, alguns ilustres, como, por exemplo, D.Pedro I (1320-1367), que sentia imenso prazer em atravessar o rio e desembarcar no Cais de Cacilhas. Instalava-se onde hoje é o quartel da Guarda-Fiscal, onde se divertia com os seus amigos.

Cacilhas, cuja área abrangia uma parte da Rua Bernardo Francisco da Costa, a Praça Gil Vicente até ao Cais de Embarque de Cacilhas, incluindo parte da Av. do M.F.A., incluindo a Margueira, Av. 25 de Abril, Rua Comandante. António Feio, Largo dos Bombeiros, Rua Cândido dos Reis, Rua Elias Garcia, Rua Carvalho Freirinha, com todas as suas travessas e ainda os sítios do Ginjal, Olho-de-Boi, Fonte da Pipa, cujas águas das suas bicas se tornaram célebres pelas curas que diziam operar, é a sala de visitas de Almada e não só.

01/10/16

António Henriques e a História de Cacilhas (3)


O Povo de Cacilhas

Cacilhas, povoação a sul do Tejo, que pertence ao concelho de Almada, caracteriza-se, desde muito cedo, por uma certa autonomia em relação às povoações circunvizinhas, sobretudo Almada, dando mostras de espírito bairrista e enchendo-se de orgulho pelo pequeno centro do mundo que possui mesmo às portas de Lisboa, abençoado pela Senhora. do Bom Sucesso.


15/09/16

António Henriques e a História de Cacilhas (2)


O Milagre de Nossa Senhora do Bom Sucesso

O terramoto do dia 1 de Novembro de 1755 provocou um tal movimento nas águas do mar, que estas, invadindo em turbilhão o rio, inundaram as zonas ribeirinhas do Tejo. Em Cacilhas, a água do rio precipitou-se pelas ruas da povoação e o povo viveu horas amargas de terror e aflição.

Nessa angústia, um homem, levado pela sua fé na Virgem, pegou na pequena imagem de Nª. Sra. da capela do Bom Sucesso e, com ela, foi ao encontro das águas. Estas, conforme a Imagem se foi aproximando, recuaram, até que se precipitaram todas no rio. O povo, liberto do terror das águas viu nisso o grande milagre de Nª. Sra. do Bom Sucesso.

A partir daí, todos os anos, no dia 1 de Novembro, o povo de Cacilhas, agradecido pelo favor da Virgem, sai, em procissão, com a imagem de Nª. Senhora, percorrendo as ruas, parte das quais foram um dia, inundadas pelas águas. Levam a Senhora ao Rio e entram com ela no cais dos barcos cacilheiros. Aí, no cais, colocam a Senhora, por uns momentos, voltada para as águas do rio, como se ela, nesse momento, ordenasse ao Tejo, que não deixasse que as suas águas voltassem a subir à povoação de Cacilhas, como aconteceu em 1755.

01/09/16

António Henriques e a História de Cacilhas (1)


A Tradição

Segundo a tradição, havia em Cacilhas, duas capelas. Uma, pequena, de Nossa. Senhora. do Bom Sucesso, construída no Beco do Bom Sucesso e onde se encontrava a imagem da Virgem (ainda hoje existente nos anexos da igreja actual) feita em terracota e no estilo barroco, com 22 cm. de altura.

Outra capela, que alguns dizem ser chamada de Santa Luzia, edificada no lugar onde hoje está a igreja de Nª. Sra. do Bom Sucesso.

O terramoto de 1755 destruiu a pequena capela da Senhora existente no Beco do Bom Sucesso e arruinou a de Santa Luzia.

Depois do terramoto, a capela chamada de Santa Luzia foi reconstruída e a partir daí, dedicada a Nª. Sra. do Bom Sucesso, colocando-se no altar mor a imagem da Virgem, não a da capela pequena, agora destruída, mas uma maior.

07/08/16

O Aniversário de António Henriques


António Henriques nasceu em Cacilhas a 7 de Agosto de 1915 e naturalmente sempre teve um interesse especial pela sua Terra.

É por isso que iremos publicar  alguns dos textos que escreveu sobre a história de Cacilhas no blogue, a partir de Setembro.

Hoje, por ser uma data especial, publicamos a fotografia da casa (com os degraus) onde nasceu na então Rua da Oliveira, hoje rua Comandante António Feio...

04/04/16

Notícia Sobre o Centenário de António Henriques no Boletim "O Scala"


As Comemorações do Centenário de António Henriques foram notícia no boletim "O Scala", n´53, de Janeiro de 2016, órgão informativo da SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, que fez parte da Comissão de Honra do Centenário e ajudou a promover algumas iniciativas que homenagearam este grande associativista Almadense.

03/04/16

A Biografia de António Henriques na Imprensa Regional


No dia 1 de Abril saiu uma nota de leitura de José do Carmo Francisco nas páginas da "Gazeta das Caldas", semanário das Caldas da Rainha, que publicamos com a devida vénia.

02/04/16

Notícia Sobre o Centenário de António Henriques no boletim "O Pharol"


O Centenário de António Henriques foi notícia no boletim, "O Pharol!", nº 29, de Dezembro de 2015, dando um relevo especial à apresentação da biografia do homenageado.

O Farol - Associação de Cidadania de Cacilhas, fez parte da Comissão de Honra das Comemorações do Centenário de António Henriques.