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05/10/25

A Incrível como Casa de Culturas...


Uma das pessoas que mais contribuiu para a ligação da Incrível à Cultura Almadense, nas duas primeiras décadas do século XXI, foi Carlos Guilherme.

Esta fotografia retrata um desses momentos, com a presença de Alexandre Castanheira e Edite Condeixa, a falarem da história local e da nossa Incrível Almadense, com o Carlos ao fundo, de pé, agradado pelas palavras dos convidados e pela presença de gente interessada em querer saber mais...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


29/11/24

Carlos Guilherme e o 25 de Novembro de 1975


Se no dia 25 de Abril, Carlos Guilherme estava em Angola (numa comissão que se prolongou no tempo, devido à famosa frase de "nem mais um soldado para o Ultramar", dificultando a vida a todos os que tinham acabado a comissão e tiveram de ficar mais tempo do que deviam e queriam nas ainda colónias portuguesas...), no dia 25 de Novembro, fez parte do comando operacional.

É por isso que republico por aqui, o texto que escrevi no meu "Largo", sobre o 25 de Novembro de 1975.

«Por tudo o que tenho lido e ouvido (as conferências a que assisti na sede da Associação 25 de Abril, com alguns dos protagonistas, convidado pelo meu saudoso amigo, Carlos Guilherme, foram muito importantes...), existiu mesmo a possibilidade de se desencadear uma "guerra civil", no dia 25 de Novembro de 1975, de consequências imprevisíveis, até porque existiam demasiadas armas na posse de civis (distribuídas pelo exército)...

Há três factores, decisivos, para que só existissem três mortes, e de militares, nesta operação.

Aquilo que nos nossos dias, ainda pode ser entendido como um "acto de cobardia", também pode, e deve, ser olhado numa outra perspectiva, completamente oposta. 

Foi preciso ter muita coragem, para colocar os interesses do país acima de todos os outros (militares, partidários e pessoais). Refiro-me às "ausências" responsáveis de Otelo Saraiva de Carvalho, de Álvaro Cunhal e dos Fuzileiros (que não saíram da sua unidade, para "desempatar" a batalha entre Comandos e Paraquedistas...), decisivas que que este golpe militar fosse controlado por todos aqueles que defendiam a democracia.

Isto só foi possível, porque o Presidente da República era o general Costa Gomes, uma das pessoas mais ponderadas e inteligentes, do "Verão Quente". Foi ele que conseguiu que o Otelo, o Cunhal e os Fuzileiros, ficassem em casa...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


06/12/23

"A Véspera e o Dia Seguinte"

 

Li a entrevista de Mário Tomé no "Expresso" e embora seja de esquerda, não comungo de uma boa parte dos seus pontos de vista sobre o 25 de Novembro. 

Hoje digo, felizmente, que tinha apenas 13 anos no final de 1975. Isso permite-me ter o distanciamento necessário para fazer uma leitura e análise, mais profunda,  e também mais livre, sobre este dia, difícil de classificar.

Um dos meus melhores amigos nos últimos vinte anos era um "Capitão de Abril" (Carlos Guilherme), que embora pertencesse ao Movimento dos Capitães, no dia 25 de Abril de 1974 estava a terminar mais uma comissão, em Angola (que se prolongou no tempo, graças aos gritos revolucionários que se seguiram depois do 26 de Abril, de "nem mais um soldado para Angola"...). Mas no 25 de Novembro já estava entre nós e fez parte do comando de operações. Conversámos muito sobre os momentos mais importantes da Revolução (do 16 de Março ao 25 de Novembro).

Mas o que quero destacar é o testemunho que recebi dos principais intervenientes nestas duas datas histórias, durante os almoços promovidos pela Associação 25 de Abril, que tinham um convidado especial (Carlos Guilherme fazia questão de me convidar e estive presente em mais de meia-dúzia deles...), que depois nos brindava com uma palestra - normalmente era um "Capitão de Abril". Como devem calcular, os temas apresentados eram sempre pertinentes,  e tinham a vantagem de no final, serem debatidos e contrariados (se fosse caso disso...) pelos presentes, que também tinham sido "actores" nos mesmos "teatros de guerra".

Sobre o 25 de Novembro, escutei mais que uma intervenção. Não esqueço o testemunho do responsável pelo Forte de Almada, que na época era uma unidade militar. Ele pertencia à facção mais esquerdista dos militares, mas mesmo assim, obedeceu às ordens que recebeu de Otelo, para não distribuir armas a ninguém, nem que para fosse necessário colocá-las em celas fechadas e fazer desaparecer a respectiva chave. Nesses dias quentes houve várias manifestações populares no exterior do quartel (com tentativas de invasão do Forte...), organizadas pela extrema-esquerda.

Percebi através do testemunho de Otelo que, o que estava verdadeiramente em causa era a eclosão de uma guerra civil. O que os militares queriam evitar a todo o custo (tal como acontecera com a Revolução de Abril...), era o derramamento de sangue de gente inocente.  Foi por isso que ele acatou as ordens do Presidente da República, o general Costa Gomes, ordenando às  unidades que ainda lhe eram fiéis, para que não saíssem para a rua (com relevo para os fuzileiros e para os pára-quedistas, os únicos com capacidade para derrotar os comandos...) nem reagissem a provocações.

Há muito quem chame cobarde ao Otelo (especialmente as pessoas da extrema-esquerda). Eu tenho cada vez mais dúvidas de que o seu posicionamento no 25 de Novembro, seja o de um homem cobarde.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

Nota: texto publicado no dia 26 de Novembro no blogue "Largo da Memória", por Luís Eme.


11/01/23

Uma Duplicidade que Nasce Hoje...


Carlos Guilherme, o filho de António Henriques, deixou-nos no dia 8 de Janeiro.

Embora esteja longe de ser uma boa notícia, pode acabar por ter um papel importante na mudança de paradigma deste blogue, que até poderá ganhar "uma nova vida". 

O que queremos dizer, é que vamos tentar que passe a existir por aqui, uma quase "duplicidade", ou seja, o blogue passa a ser do António Henriques, mas também do seu filho, Carlos Guilherme.

Em vez de homenagearmos um grande almadense, passamos a homenagear dois grandes almadenses. 

Tudo indica, que ficaremos todos a ganhar.

(Fotografia do Arquivo Histórico da Incrível Almadense )


31/12/21

Vamos ver se Aparecemos mais Vezes...


O blogue sobre António Henriques anda aqui, meio abandonado. Isso tem acontecido por várias razões. A normal é parecida com o lugar cada vez mais comum: "quem não parece esquece".

Mas vamos tentar que em 2022 seja diferente, que apareçam pelo menos meia dúzia de motivos para escrevermos algo sobre o grande historiador da Incrível Almadense.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


07/04/19

A Honra da Colocação da Fotografia de António Henriques, na Sala de Sessões da Incrível


Quando alguém se destacava nas Colectividades, uma das honras que lhes era oferecida, era a colocação de uma fotografia sua, em lugar de destaque da suas instalações.


Foi o que aconteceu na Assembleia Geral de 7 de Dezembro de 1946, da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, por proposta de Manuel Lino Coelho, a fotografia de António Henriques foi colocada na Sala de Sessões da Colectividade.

(Fotografia de Luís Eme)

03/02/19

Uma Proposta de Apreço e Agradecimento...


Na Assembleia Geral Ordinária da Incrível Almadense, que teve lugar no dia 27 de Maio de 1943, foi apresentada uma proposta para que a Assembleia manifestasse o seu apreço e agradecimento pelo papel de António Henriques no seio da Sociedade, enquanto dirigente e músico.

Transcrevemos o texto (que também exibimos...):

«[...] O senhor Presidente da Assembleia, Augusto Soares, apresenta à Assembleia uma proposta do sr. Fernando Gil, para que se faça uma demonstração de apreço e de agradecimento pelo trabalho do grande amigo e incansável sr. António Henriques, que todos os sócios presentes lhe tributam, levantando-se dos seus lugares, e ovacionando-o com uma grande salva de palmas.[...]»

E a Assembleia levantou-se e não só deu vivas a António Henriques, como lhe ofereceu uma emocionada e sonora salva de palmas, mais que merecida...

16/12/18

O Historiador da Incrível Almadense


Na semana que passou encontrei mais um dos álbuns organizados por António Henriques (o décimo sétimo), sobre a história da Incrível Almadense.

Este álbum estava esquecido numa biblioteca particular e tem as biografias de grandes figuras da Incrível Almadense.

A sua apresentação diz tudo...


Deste grande apaixonado pela história de Almada e da sua Incrível Almadense.

17/11/18

O Concerto de Homenagem e as Palavras de Orlando...

A 16 de Março de 1991 a Banda da Incrível Almadense, sob a direcção do maestro António Gonçalves promoveu um Concerto de Homenagem a António Henriques (de Almeida), o músico, historiador e o sócio honorário e de Mérito da Incrível.

Orlando Laranjeiro apresentou o espectáculo e escreveu o seguinte na parte detrás do  programa:


«Ao sermos convidados para aqui estar, e apesar das nossas limitações pensámos em escrever uma intervenção longa, de harmonia com um acto que se reveste de uma homenagem a um homem como o António Henriques.
Não é um poucos minutos que se pode falar de António Henriques, da Incrível e de tantos Incríveis, de grande envergadura associativa. 
Mas como desejamos e esperamos que o António Henriques continue por muitos anos na nossa companhia, guardaremos a oportunidade para a grande festa que se há de fazer, quando conseguirmos aquilo que ele e todos nós Incríveis ambicionamos. 
Por essa razão falaremos apenas o indispensável do muito que um dia terá de ser dito.»

Pensamos que este dia grande, de que o Orlando falava, seria a apresentação do primeiro volume da História da Incrível, da sua autoria ("A Incrível no Limiar dos 150 Anos".

28/09/17

A História da "Associação de Socorros Mútuos 1.º Dezembro" de António Henriques


O blogue "Almada Virtual Museum" faz hoje um pouco da história da "Associação de Socorros Mútuos 1.º Dezembro, socorrendo-se do manuscrito de António Henriques, agora digitalizado, mas que infelizmente nunca chegou a livro, nem na comemoração do Centenário da Associação - quando foi escrito - nem durante a comemoração do centenário do nascimento do Autor.

Trata-se de uma obra de grande valor histórico, até aqui esquecida, em parte graças ao facto de a "ignorância ser mesmo atrevida" (sabemos o que estamos a dizer, porque tentámos sensibilizar os detentores do manuscrito, para a sua importância, e também para a pertinência da sua edição durante o Centenário de António Henriques, em 2015, uma das principais figuras do associativismo almadense no século XX).

Neste artigo Romeu Correia também é recordado com a transcrição da sua crónica, "Cem Anos de Amor ao Próximo", publicada no "Jornal de Almada" de 25 de Novembro de 1983.

(Fotografia de Luís Eme)

21/05/17

António Henriques na Exposição da Incrível


A sede da Incrível Almadense acolhe durante o mês de Maio a exposição, "A Incrível na História da Resistência Antifascista em Almada".

É uma exposição que merece a visita de todos aqueles que se interessam pela história de Almada.


António Henriques também faz parte da exposição, porque além de sempre se ter assumido como democrata, fez parte do MUD, como dirigente local em Almada, em 1946.

30/04/17

As Pazes Entre a Incrível e a Academia por Romeu Correia


Por este ano ser o ano do Centenário do nascimento de Romeu Correia, temos investigado muito do que escreveu o autor almadense.

Um dos artigos que nos surpreenderam positivamente  foi publicado no "O Académico"  de Junho de 1977 ("Hilário Ferreira - uma dádiva total ao Povo de Almada"), em que Romeu presta homenagem aos dois homens fundamentais, António Henriques e Hilário Ferreira, para o reatar de relações entre a Incrível e a Academia Almadense, durante o ano de 1948, em que se comemorava o centenário da "Sociedade Velha".

Transcrevemos a parte que explica como tudo aconteceu:

«Hilário Ferreira obteve, por fim, contacto com a parte contrária. E obteve-o na pessoa do cidadão e memorialista da vida associativa desta terra – António Henriques. Homem inteligente, tolerante e de enraizado amor a Almada (ele, um Incrível-de-todos-os-dias, é o autor do belo volume de textos sobre o Maestro Leonel Duarte Ferreira, na posse do Museu da Academia Almadense), António Henriques entabulou o primeito diálogo “clandestino” com Hilário Ferreira. A tradição da rivalidade era ainda muito forte e negativa, e havia que ambos negociarem com muita prudência. Tiveram lugar estes encontros, talvez uns seis, no Café Paraty, pequena loja que vendia este produto na Rua Direita, onde pontificavam dois empregados doublés, de amadores dramáticos, o Jofre e o Aníbal. Às vezes o diálogo prolongava-se até ao fecho do estabelecimento, às sete horas, e ambos prosseguiam as conversações na parte de dentro.

A 1 de Outubro de 1948, ano do Centenário da Música Velha, este diálogo entre dois homens de boa vontade deu os mais saborosos frutos.»

26/03/17

A Incrível, Romeu Correia e António Henriques


A USALMA organizou o "1º Percurso do Roteiro Literário de Romeu Correia" na tarde de 23 de Março que incluiu a passagem pela Biblioteca e Espaço Museológico da Incrível, com uma pequena pausa para se falar da história da Incrível, que teve obrigatoriamente que incluir o seu grande historiador, António Henriques. E foi por isso que o seu nome foi falado tantas vezes, quer pelos "cicerones" da Incrível, Carlos Guilheme e Luís Milheiro, autores da sua biografia, quer pela professora Edite Condeixa, uma das dinamizadores destes roteiros.

Estiverem em exposição os catorze livros da história da Incrível, oito da sua autoria com os restantes seis, que também têm nas suas páginas a sua "memória".

Foi bom recordar Romeu Correia e não esquecer António Henriques.

(Fotografia de Luís Eme)

01/11/16

António Henriques e a História de Cacilhas (5)


Apontamentos dispersos:

 No tempo das guerras liberais, Cacilhas foi teatro da última resistência das tropas do Duque da Terceira ao exército miguelista comandado por Teles Jordão que aqui encontrou a morte na refrega, em 1833. Há referências na bibliografia de interesse local, da existência de uma fortificação no morro situado por cima do actual Posto da Guarda-Fiscal e de um forte na Fonte da Pipa, também de alguma valia militar; estalagens e cocheiras (hoje casas de comércio).

A maioria da sua população era composta por calafates, barqueiros, tanoeiros, conserveiros, corticeiros e outros, que garantiam a sua actividade profissional nas várias oficinas de tanoaria, fábricas de cortiça, de conservas de peixe e de algodões, alguns armazéns de azeite e de vinhos e de mercearias. Existiu na Rua das Terras (Rua Carvalho Freirinha) uma Cooperativa de Consumo.

Cacilhas beneficiou do primeiro Hospital (conhecido pelo dos ingleses), do concelho de Almada, conhecido pelo dos ingleses, fundado no ano de 1793.

A povoação de origem medieval que, possivelmente, começou a ser povoada depois da conquista do Castelo de Almada pelas armas cristãs, logo após a tomada de Lisboa, é local muito conhecido pelos seus típicos restaurantes do Ginjal, junto ao rio Tejo, de cujo Largo, com intenso tráfego de camionagem, partem passageiros para todo o resto do sul do País. Dali saem, constantemente, carreiras, com passageiros, que fazem a ligação com Lisboa, em barcos de modernas condições de segurança, a substituir os antigos vapores de rodas “Alcântara”, “Belém”, “Frederico Guilherme”, “Lusitano”, “Pescador”, “Popular”, “Renascença”, etc., e mais tarde, o “Atalaya”. Havia o “Victória”, movido a hélices. Contando, de há muito, com os estaleiros navais H. Parry & Sons, SARL., há, agora, os da Lisnave, SARL., estes considerados os melhores da Europa.

Resumindo:
Cacilhas tem: uma Corporação de Bombeiros, que é a mais antiga do país.
A Igreja de Nª. Sra. do Bom Sucesso, a lembrar o terramoto de 1755, construída no local onde se erguia a Ermida de Santa Luzia, que foi antigamente Hospital de Lázaros.
O Ginásio Clube do Sul, o primeiro grupo desportivo deste concelho.
E, ao que nos é dado saber, a primeira Banda filarmónica que existiu antes da Incrível Almadense e, por último, uma Tuna.

15/10/16

António Henriques e a História de Cacilhas (4)


Situação Geográfica:

Localiza-se na vertente norte duma pequena colina que, do Monte de Caparica, segue a montante, a margem sul do Rio Tejo e vai morrer no Mar da Palha, onde hoje se encontra a Lisnave; essa mesma colina, passa por detrás de Cacilhas, entre ela mesma e a vila de Almada e a Cova da Piedade. Cacilhas, voltada para o rio e por ele, ligada a Lisboa, separou-se dos centros da vila e da Cova da Piedade, adquirindo, pela sua situação geográfica, e por outros factores, uma autonomia peculiar.

Situada, portanto, geograficamente, na vertente norte da colina, o seu pendor natural leva, deste lado, os cacilhenses a atravessar o rio e a ligarem-se directamente a Lisboa e a actividades relacionadas com a faina do Rio; por outro lado, atrai visitantes da outra margem, alguns ilustres, como, por exemplo, D.Pedro I (1320-1367), que sentia imenso prazer em atravessar o rio e desembarcar no Cais de Cacilhas. Instalava-se onde hoje é o quartel da Guarda-Fiscal, onde se divertia com os seus amigos.

Cacilhas, cuja área abrangia uma parte da Rua Bernardo Francisco da Costa, a Praça Gil Vicente até ao Cais de Embarque de Cacilhas, incluindo parte da Av. do M.F.A., incluindo a Margueira, Av. 25 de Abril, Rua Comandante. António Feio, Largo dos Bombeiros, Rua Cândido dos Reis, Rua Elias Garcia, Rua Carvalho Freirinha, com todas as suas travessas e ainda os sítios do Ginjal, Olho-de-Boi, Fonte da Pipa, cujas águas das suas bicas se tornaram célebres pelas curas que diziam operar, é a sala de visitas de Almada e não só.

01/10/16

António Henriques e a História de Cacilhas (3)


O Povo de Cacilhas

Cacilhas, povoação a sul do Tejo, que pertence ao concelho de Almada, caracteriza-se, desde muito cedo, por uma certa autonomia em relação às povoações circunvizinhas, sobretudo Almada, dando mostras de espírito bairrista e enchendo-se de orgulho pelo pequeno centro do mundo que possui mesmo às portas de Lisboa, abençoado pela Senhora. do Bom Sucesso.


15/09/16

António Henriques e a História de Cacilhas (2)


O Milagre de Nossa Senhora do Bom Sucesso

O terramoto do dia 1 de Novembro de 1755 provocou um tal movimento nas águas do mar, que estas, invadindo em turbilhão o rio, inundaram as zonas ribeirinhas do Tejo. Em Cacilhas, a água do rio precipitou-se pelas ruas da povoação e o povo viveu horas amargas de terror e aflição.

Nessa angústia, um homem, levado pela sua fé na Virgem, pegou na pequena imagem de Nª. Sra. da capela do Bom Sucesso e, com ela, foi ao encontro das águas. Estas, conforme a Imagem se foi aproximando, recuaram, até que se precipitaram todas no rio. O povo, liberto do terror das águas viu nisso o grande milagre de Nª. Sra. do Bom Sucesso.

A partir daí, todos os anos, no dia 1 de Novembro, o povo de Cacilhas, agradecido pelo favor da Virgem, sai, em procissão, com a imagem de Nª. Senhora, percorrendo as ruas, parte das quais foram um dia, inundadas pelas águas. Levam a Senhora ao Rio e entram com ela no cais dos barcos cacilheiros. Aí, no cais, colocam a Senhora, por uns momentos, voltada para as águas do rio, como se ela, nesse momento, ordenasse ao Tejo, que não deixasse que as suas águas voltassem a subir à povoação de Cacilhas, como aconteceu em 1755.

01/09/16

António Henriques e a História de Cacilhas (1)


A Tradição

Segundo a tradição, havia em Cacilhas, duas capelas. Uma, pequena, de Nossa. Senhora. do Bom Sucesso, construída no Beco do Bom Sucesso e onde se encontrava a imagem da Virgem (ainda hoje existente nos anexos da igreja actual) feita em terracota e no estilo barroco, com 22 cm. de altura.

Outra capela, que alguns dizem ser chamada de Santa Luzia, edificada no lugar onde hoje está a igreja de Nª. Sra. do Bom Sucesso.

O terramoto de 1755 destruiu a pequena capela da Senhora existente no Beco do Bom Sucesso e arruinou a de Santa Luzia.

Depois do terramoto, a capela chamada de Santa Luzia foi reconstruída e a partir daí, dedicada a Nª. Sra. do Bom Sucesso, colocando-se no altar mor a imagem da Virgem, não a da capela pequena, agora destruída, mas uma maior.

07/08/16

O Aniversário de António Henriques


António Henriques nasceu em Cacilhas a 7 de Agosto de 1915 e naturalmente sempre teve um interesse especial pela sua Terra.

É por isso que iremos publicar  alguns dos textos que escreveu sobre a história de Cacilhas no blogue, a partir de Setembro.

Hoje, por ser uma data especial, publicamos a fotografia da casa (com os degraus) onde nasceu na então Rua da Oliveira, hoje rua Comandante António Feio...

01/04/16

António Henriques Sempre Presente


Embora a Comissão Organizadora do Centenário de António Henriques tenha sido extinta, naturalmente, após as comemorações que homenagearam este grande Almadense, informamos que o blogue continuará atento e divulgará informações e outros dados que ache importante serem transmitidos para todos aqueles que se interessam pela História de Almada, pelo Associativismo e pela vida e obra de António Henriques.

(Fotografia de Luís Eme)