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26/12/20

Quase uma "Prova de Vida"...


O Centenário do nascimento de António Henriques foi festejado em 2015, com várias iniciativas e também com este blogue que, provavelmente, teria sido mais sensato, fechá-lo após a efeméride.

Mas como a sensatez não é o nosso forte, vamos continuar. E foi por isso que viemos aqui, um ano e alguns meses depois, dar um sinal, quase como se fosse uma "prova de vida".

Esperamos voltar mais vezes em 2021. Veremos...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


07/04/19

A Honra da Colocação da Fotografia de António Henriques, na Sala de Sessões da Incrível


Quando alguém se destacava nas Colectividades, uma das honras que lhes era oferecida, era a colocação de uma fotografia sua, em lugar de destaque da suas instalações.


Foi o que aconteceu na Assembleia Geral de 7 de Dezembro de 1946, da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, por proposta de Manuel Lino Coelho, a fotografia de António Henriques foi colocada na Sala de Sessões da Colectividade.

(Fotografia de Luís Eme)

15/10/16

António Henriques e a História de Cacilhas (4)


Situação Geográfica:

Localiza-se na vertente norte duma pequena colina que, do Monte de Caparica, segue a montante, a margem sul do Rio Tejo e vai morrer no Mar da Palha, onde hoje se encontra a Lisnave; essa mesma colina, passa por detrás de Cacilhas, entre ela mesma e a vila de Almada e a Cova da Piedade. Cacilhas, voltada para o rio e por ele, ligada a Lisboa, separou-se dos centros da vila e da Cova da Piedade, adquirindo, pela sua situação geográfica, e por outros factores, uma autonomia peculiar.

Situada, portanto, geograficamente, na vertente norte da colina, o seu pendor natural leva, deste lado, os cacilhenses a atravessar o rio e a ligarem-se directamente a Lisboa e a actividades relacionadas com a faina do Rio; por outro lado, atrai visitantes da outra margem, alguns ilustres, como, por exemplo, D.Pedro I (1320-1367), que sentia imenso prazer em atravessar o rio e desembarcar no Cais de Cacilhas. Instalava-se onde hoje é o quartel da Guarda-Fiscal, onde se divertia com os seus amigos.

Cacilhas, cuja área abrangia uma parte da Rua Bernardo Francisco da Costa, a Praça Gil Vicente até ao Cais de Embarque de Cacilhas, incluindo parte da Av. do M.F.A., incluindo a Margueira, Av. 25 de Abril, Rua Comandante. António Feio, Largo dos Bombeiros, Rua Cândido dos Reis, Rua Elias Garcia, Rua Carvalho Freirinha, com todas as suas travessas e ainda os sítios do Ginjal, Olho-de-Boi, Fonte da Pipa, cujas águas das suas bicas se tornaram célebres pelas curas que diziam operar, é a sala de visitas de Almada e não só.

01/10/16

António Henriques e a História de Cacilhas (3)


O Povo de Cacilhas

Cacilhas, povoação a sul do Tejo, que pertence ao concelho de Almada, caracteriza-se, desde muito cedo, por uma certa autonomia em relação às povoações circunvizinhas, sobretudo Almada, dando mostras de espírito bairrista e enchendo-se de orgulho pelo pequeno centro do mundo que possui mesmo às portas de Lisboa, abençoado pela Senhora. do Bom Sucesso.


15/09/16

António Henriques e a História de Cacilhas (2)


O Milagre de Nossa Senhora do Bom Sucesso

O terramoto do dia 1 de Novembro de 1755 provocou um tal movimento nas águas do mar, que estas, invadindo em turbilhão o rio, inundaram as zonas ribeirinhas do Tejo. Em Cacilhas, a água do rio precipitou-se pelas ruas da povoação e o povo viveu horas amargas de terror e aflição.

Nessa angústia, um homem, levado pela sua fé na Virgem, pegou na pequena imagem de Nª. Sra. da capela do Bom Sucesso e, com ela, foi ao encontro das águas. Estas, conforme a Imagem se foi aproximando, recuaram, até que se precipitaram todas no rio. O povo, liberto do terror das águas viu nisso o grande milagre de Nª. Sra. do Bom Sucesso.

A partir daí, todos os anos, no dia 1 de Novembro, o povo de Cacilhas, agradecido pelo favor da Virgem, sai, em procissão, com a imagem de Nª. Senhora, percorrendo as ruas, parte das quais foram um dia, inundadas pelas águas. Levam a Senhora ao Rio e entram com ela no cais dos barcos cacilheiros. Aí, no cais, colocam a Senhora, por uns momentos, voltada para as águas do rio, como se ela, nesse momento, ordenasse ao Tejo, que não deixasse que as suas águas voltassem a subir à povoação de Cacilhas, como aconteceu em 1755.

01/09/16

António Henriques e a História de Cacilhas (1)


A Tradição

Segundo a tradição, havia em Cacilhas, duas capelas. Uma, pequena, de Nossa. Senhora. do Bom Sucesso, construída no Beco do Bom Sucesso e onde se encontrava a imagem da Virgem (ainda hoje existente nos anexos da igreja actual) feita em terracota e no estilo barroco, com 22 cm. de altura.

Outra capela, que alguns dizem ser chamada de Santa Luzia, edificada no lugar onde hoje está a igreja de Nª. Sra. do Bom Sucesso.

O terramoto de 1755 destruiu a pequena capela da Senhora existente no Beco do Bom Sucesso e arruinou a de Santa Luzia.

Depois do terramoto, a capela chamada de Santa Luzia foi reconstruída e a partir daí, dedicada a Nª. Sra. do Bom Sucesso, colocando-se no altar mor a imagem da Virgem, não a da capela pequena, agora destruída, mas uma maior.

07/08/16

O Aniversário de António Henriques


António Henriques nasceu em Cacilhas a 7 de Agosto de 1915 e naturalmente sempre teve um interesse especial pela sua Terra.

É por isso que iremos publicar  alguns dos textos que escreveu sobre a história de Cacilhas no blogue, a partir de Setembro.

Hoje, por ser uma data especial, publicamos a fotografia da casa (com os degraus) onde nasceu na então Rua da Oliveira, hoje rua Comandante António Feio...

01/04/16

António Henriques Sempre Presente


Embora a Comissão Organizadora do Centenário de António Henriques tenha sido extinta, naturalmente, após as comemorações que homenagearam este grande Almadense, informamos que o blogue continuará atento e divulgará informações e outros dados que ache importante serem transmitidos para todos aqueles que se interessam pela História de Almada, pelo Associativismo e pela vida e obra de António Henriques.

(Fotografia de Luís Eme)

15/12/15

A Boa Colheita Cultural de 1915


António Henriques está muito bem acompanhado, nesse já longínquo ano de 1915. Ano em que nasceu muito boa gente que continua a ser reconhecida e idolatrada pelo seu talento artístico.



Na MÚSICA nos últimos dias têm sido recordados os êxitos de Frank Sinatra, uma das grandes vozes do século vinte, sem sombra de dúvida. Mas também poderíamos recordar a singularidade de Billie HolidayEdith Piaf  ou o talento instrumental de Muddy Waters, ou Ewan Mac Coll.


No CINEMA à bela e talentosa Ingrid Bergman, juntam-se Orson Welles, actor e realizador de excepção, o enigmático Yul Brynner ou o multifacetado Anthony Quinn.

Na LITERATURA surge-nos o poeta português, Ruy Cinatti, o dramaturgo norte-americano, Arthur Miller, o filósofo francês, Roland Barthes, o escritor americano  Saul Bellow ou o filólogo brasileiro António Houaiss.

Nas ARTES PLÁSTICAS temos os portugueses Luís Dourdil e Frederico George e o brasileiro Vilanova Artigas.

No JORNALISMO há um nome especial, António Paulouro, que fundou o "Jornal do Fundão", que foi um marco de resistência cultural durante a ditadura portuguesa.

Na POLÍTICA também há alguns nomes que se destacaram entre nós: Virgínia Moura, António Dias Lourenço ou Silvério Marques.


E no DESPORTO há um nome que diz muito aos almadenses, António Calado, o primeiro grande atleta de nível nacional, campeão e recordista nacional, que participou nos Europeus de atletismo que se realizaram em Paris em 1938, onde se deslocou sozinho e acabaria por bater o recorde nacional da corrida de 800 metros, algo que só viria a saber em 1990...

29/10/15

"Poesia Vadia" no CIne-Incrível


No próximo sábado, 31 de Outubro, às 15 horas  realiza-se uma sessão de Poesia Vadia no  Cine-Incrível (rua Capitão Leitão, nº 1), organizada pela SCALA e pela Almadanada.

Haverá também um momento de homenagem a António Henriques, em que serão declamados poemas escritos por ele e inspirados na sua vida e obra.

Será mais uma boa oportunidade para recordar este grande Incrível, que surge na fotografia com um cigarro na mão, na entrada do edifício do Cine-teatro da Incrível, bem diferente dos nossos dias...

06/10/15

Os Quatro Módulos da Exposição, "António Henriques, um Homem Incrível"

Primeiro módulo: Sala de Reuniões (fotografias, manuscritos, objectos de colecção, arte gráfica, instrumentos musicais, artigos de jornalismo, objectos artísticos);

Segundo módulo: Salão Nobre (16 manuscritos sobre a história da Incrível Almadense); 

Terceiro módulo: Biblioteca (livros da autoria de António Henriques e sobre a Incrível e sobre o homenageado);

Quarto módulo: Salão de Festas (três expositores sobre "O Músico", "Um Dia Único (Centenário), "O Historiador");

10/09/15

Exposição Cancelada


Estava prevista a inauguração da exposição, "António Henriques, A Paixão pela História e pela Incrível", no dia 19 de Setembro, no Espaço Doces da Mimi, organizada pela SCALA.

Infelizmente este lugar de Cultura encerrou no início de Julho e a SCALA não conseguiu arranjar um espaço alternativo para esta iniciativa.

A Comissão Organizadora das Comemorações agradece o apoio da SCALA e acredita que haverá mais oportunidades para se falar de António Henriques e se declamarem poemas da sua autoria e em sua homenagem.

(Esta capa não aparece aqui por acaso, nesta obra editada pela SCALA consta a biografia de António Henriques)