29/12/15
15/12/15
A Boa Colheita Cultural de 1915
António Henriques está muito bem acompanhado, nesse já longínquo ano de 1915. Ano em que nasceu muito boa gente que continua a ser reconhecida e idolatrada pelo seu talento artístico.
Na MÚSICA nos últimos dias têm sido recordados os êxitos de Frank Sinatra, uma das grandes vozes do século vinte, sem sombra de dúvida. Mas também poderíamos recordar a singularidade de Billie Holiday, Edith Piaf ou o talento instrumental de Muddy Waters, ou Ewan Mac Coll.
No CINEMA à bela e talentosa Ingrid Bergman, juntam-se Orson Welles, actor e realizador de excepção, o enigmático Yul Brynner ou o multifacetado Anthony Quinn.
Na LITERATURA surge-nos o poeta português, Ruy Cinatti, o dramaturgo norte-americano, Arthur Miller, o filósofo francês, Roland Barthes, o escritor americano Saul Bellow ou o filólogo brasileiro António Houaiss.
Nas ARTES PLÁSTICAS temos os portugueses Luís Dourdil e Frederico George e o brasileiro Vilanova Artigas.
No JORNALISMO há um nome especial, António Paulouro, que fundou o "Jornal do Fundão", que foi um marco de resistência cultural durante a ditadura portuguesa.
Na POLÍTICA também há alguns nomes que se destacaram entre nós: Virgínia Moura, António Dias Lourenço ou Silvério Marques.
E no DESPORTO há um nome que diz muito aos almadenses, António Calado, o primeiro grande atleta de nível nacional, campeão e recordista nacional, que participou nos Europeus de atletismo que se realizaram em Paris em 1938, onde se deslocou sozinho e acabaria por bater o recorde nacional da corrida de 800 metros, algo que só viria a saber em 1990...
01/11/15
António Henriques de Regresso ao Cine-Teatro Incrível
Ontem a "Poesia Vadia" instalou-se no hall de entrada do Cine-Teatro Incríivel, gerido pela Associação Alma Danada, com o dedo da SCALA, uma associação cultural que não consegue estar quieta. E como não podia deixar de ser, nem faltou a "aparição" de António Henriques.
Além da poesia (de e sobre o homenageado), houve também conversas sobre o associativismo de ontem e de hoje, e claro sobre a Incrível (também com poesia à sua volta) para desespero daqueles que preferem a declamação a uma boa conversa.
O balanço esse é muito positivo, pois muitos dos presentes (quase três dezenas de amantes de poesia) não faziam ideia de quem era António Henriques. Além de declamarem e ouvirem os seus poemas escolhidos, saíram do velho Cinema da Incrível mais enriquecidos sobre a história de Almada, que é feita sobretudo com pessoas como o grande António.
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29/10/15
"Poesia Vadia" no CIne-Incrível
No próximo sábado, 31 de Outubro, às 15 horas realiza-se uma sessão de Poesia Vadia no Cine-Incrível (rua Capitão Leitão, nº 1), organizada pela SCALA e pela Almadanada.
Haverá também um momento de homenagem a António Henriques, em que serão declamados poemas escritos por ele e inspirados na sua vida e obra.
Será mais uma boa oportunidade para recordar este grande Incrível, que surge na fotografia com um cigarro na mão, na entrada do edifício do Cine-teatro da Incrível, bem diferente dos nossos dias...
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27/10/15
A Ti Te Devo, "Incrível"!
Uma das coisas mais bonitas que António Henriques escreveu foi o conto autobiográfico, "A Ti Te Devo, Incrível", premiado nos III Jogos Florais da Incrível (1965) e publicado no boletim "O Incrível" de 1 de Outubro de 1967.
Luís Milheiro organizou um caderno com esta história e na sua Nota de Abertura abre um pouco o véu: «[...] E começa de uma forma sublime, com António a recuar no tempo, a olhar-se ao espelho e a descobrir o menino frágil, de olhar triste, que da janela da sua casa, na Rua de Oliveira (hoje Rua Comandante António Feio), escutava com atenção alguns jovens operários que passavam, que no meio das suas conversas soltavam a palavra mágica: INCRÍVEL. O mesmo menino que numa tarde de Agosto, com os seus dez anos, se resolve aventurar e conhecer a tal Sociedade Filarmónica, "Incrível", que tanto o fazia sonhar [...].»
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25/10/15
António Henriques Homenageado na Incrível
Ontem à tarde o Salão de Festas da Incrível Almadense acolheu mais uma sessão pública de homenagem a António Henriques, que tinha como principal atractivo uma conferência do historiador almadense, Alexandre M. Flores.
Cristina Azevedo dirigiu a sessão que se iniciou com a actuação da Banda Filarmónica da Incrível Almadense, dirigida pela maestrina Fátima Pires, que tocou três temas ("Hino da Incrível", "Canto o Fado" e "Dunas").
De seguida foi projectado um pequeno conjunto de imagens sobre a vida de António Henriques e também excertos de um filme realizado pelo Município de Almada em 1993, com montagem de Fernando Viana.
A mesa de honra foi constituída por Carlos Guilherme (filho do homenageado e membro da Comissão Organizadora), José Manuel Maia (presidente da Mesa da Assembleia Geral), Alexandre M. Flores (historiador), Augusto Flor (presidente da CPCCRD), José Luís Tavares (presidente da Direcção da Incrível), Augusto Guaparrão dos Santos (presidente da Mesa da Assembleia Geral da Incrível) e João Geraldes (representante do Presidente do Município).
O historiador Alexandre M. Flores na sua conferência sobre António Henriques, focou alguns dos aspectos mais importantes da sua vida, assim como da amizade que os uniu. Deu um particular ênfase à procura incessante de António Henriques pelos fundadores da Incrível, que nunca conseguiu ser concretizada, apesar das várias pistas e apoio do historiador almadense.
Das várias intervenções dos membros da mesa de honra, salientamos a de Carlos Guilherme, que além de ter procurado fazer um historial das Comemorações do Centenário de António Henriques, também fez os agradecimentos devidos a todos aqueles que o apoiaram e que ajudaram a que esta homenagem fosse digna para Almada e para a Incrível Almadense.
24/10/15
A Placa de Homenagem a António Henriques
Poucos minutos depois da 15.30 horas, a placa de homenagem a António Henriques foi descerrada, perante os aplausos dos presentes.
Foi dito pelo presidente da direcção da Incrível, houve alguém que teve a ideia, e depois houve cem sócios que se associaram à iniciativa, de uma forma simbólica por se tratar da Comemoração do Centenário do Nascimento de António Henriques.
Mas como esse alguém tem nome, é Luís Milheiro, que não só teve a ideia como andou atrás dos associados da Incrível para chegar ao "número mágico": 100. E como somos gratos.
Obrigado, Luís!
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Luís Milheiro
23/10/15
20/10/15
17/10/15
O "Teatro para o António"
“Explicação
aos Pássaros”
Estes dois quadros teatrais foram escritos apenas com um
intuito: homenagear António Henriques num espectáculo que a Comissão
Organizadora do Centenário tinha agendado para a tarde de 7 de Novembro, com
poesia, teatro e música, com o apoio de várias pessoas da Incrível e também da
SCALA.
Já quase no final de Setembro fomos forçados a cancelar o
espectáculo, devido à falta de disponibilidade do Cénico Incrível Almadense (envolvido na Mostra de Teatro de Almada).
Achámos que não faria sentido esta realização sem a
componente teatral (além destes dois
números da minha autoria, também estava prevista uma breve passagem teatral
pela “História da Avózinha”, peça da autoria de António Henriques que visitou
os palcos incríveis durante a comemoração do Centenário da Incrível Almadense,
em 1948).
Como já disse anteriormente, encarámos a situação sem
dramas, pois nem todas as pessoas sentem as mesmas coisas e têm as mesmas
vontades, a vida é mesmo assim.
A única coisa que poderei acrescentar, é que eu e o Carlos
tentámos homenagear e recordar António Henriques da melhor forma possível, como
grande figura de Almada e da Incrível Almadense neste bonito ano de 2015.
E acreditamos que ele estará feliz por ter voltado, ainda
que só por alguns instantes, à sua e nossa Incrível.
Luís
Alves Milheiro
(texto publicado no final do caderno com os quadros teatrais)
(texto publicado no final do caderno com os quadros teatrais)
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06/10/15
Os Quatro Módulos da Exposição, "António Henriques, um Homem Incrível"
Primeiro módulo: Sala de Reuniões (fotografias, manuscritos, objectos de colecção, arte gráfica, instrumentos musicais, artigos de jornalismo, objectos artísticos);
Segundo módulo: Salão Nobre (16 manuscritos sobre a história da Incrível Almadense);
Terceiro módulo: Biblioteca (livros da autoria de António Henriques e sobre a Incrível e sobre o homenageado);
Quarto módulo: Salão de Festas (três expositores sobre "O Músico", "Um Dia Único (Centenário), "O Historiador");
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