17/10/15

O "Teatro para o António"


“Explicação aos Pássaros”

Estes dois quadros teatrais foram escritos apenas com um intuito: homenagear António Henriques num espectáculo que a Comissão Organizadora do Centenário tinha agendado para a tarde de 7 de Novembro, com poesia, teatro e música, com o apoio de várias pessoas da Incrível e também da SCALA.
Já quase no final de Setembro fomos forçados a cancelar o espectáculo, devido à falta de disponibilidade do Cénico Incrível Almadense (envolvido na Mostra de Teatro de Almada).
Achámos que não faria sentido esta realização sem a componente teatral (além destes dois números da minha autoria, também estava prevista uma breve passagem teatral pela “História da Avózinha”, peça da autoria de António Henriques que visitou os palcos incríveis durante a comemoração do Centenário da Incrível Almadense, em 1948).
Como já disse anteriormente, encarámos a situação sem dramas, pois nem todas as pessoas sentem as mesmas coisas e têm as mesmas vontades, a vida é mesmo assim.
A única coisa que poderei acrescentar, é que eu e o Carlos tentámos homenagear e recordar António Henriques da melhor forma possível, como grande figura de Almada e da Incrível Almadense neste bonito ano de 2015.
E acreditamos que ele estará feliz por ter voltado, ainda que só por alguns instantes, à sua e nossa Incrível.

                                                       Luís Alves Milheiro

(texto publicado no final do caderno com os quadros teatrais)

06/10/15

Os Quatro Módulos da Exposição, "António Henriques, um Homem Incrível"

Primeiro módulo: Sala de Reuniões (fotografias, manuscritos, objectos de colecção, arte gráfica, instrumentos musicais, artigos de jornalismo, objectos artísticos);

Segundo módulo: Salão Nobre (16 manuscritos sobre a história da Incrível Almadense); 

Terceiro módulo: Biblioteca (livros da autoria de António Henriques e sobre a Incrível e sobre o homenageado);

Quarto módulo: Salão de Festas (três expositores sobre "O Músico", "Um Dia Único (Centenário), "O Historiador");

02/10/15

A Inauguração da Exposição Correu da Melhor Maneira


A partir das 17 horas as pessoas começaram a aparecer e quando demos por isso a Sala de Reuniões do edíficio-sede da Incrível estava cheia de amigos que não quiseram faltar à inauguração da exposição,  "António Henriques um Homem Incrível", organizada pela Comissão do Centenário e pela Incrível Almadense.


Além dos muitos amigos presentes também contámos com uma significativa representação do Município de Almada, com Joaquim Judas, presidente do Município, José Manuel Maia, presidente da Assembleia Municipal e ainda António Matos e Maria do Carmo Borges, vereadores da Cultura e do Associativismo.


Apesar da sua simplicidade, pensamos que a exposição honra a memória de António Henriques.

Informamos ainda todos aqueles que quiserem visitar a exposição, que o podem fazer às terças e quintas, devendo fazer a marcação (gratuita) na secretaria da Incrível, durante todo o mês de Outubro.

27/09/15

Exposição, "António Henriques, um Homem Incrível"


Estão desde já convidados para a inauguração da exposição, dia 1 de Outubro, às 17.30 horas.

22/09/15

Poemas com Dedicatória (3)


Para o António Henriques

Foi no reinado de Dona Maria Segunda.
E havendo já alguns antecedentes,
As filarmónicas começavam as suas natalidades.
Há uma imagem já profunda
De futuros compromissos atraentes,
Que iriam desaguar em Liberdades.

Em Almada, a primeira, a Cabralista,
Criada para servir a política,
Apareceu de uma forma inusitada:
Só tocava para a direita Cartista.
Era uma coisa tão monolítica
Que acabou seus desígnios à pedrada…

Dois anos mais tarde, em quarenta e oito,
Após umas lotarias tão desafortunadas
Entrou-se no “põe aí” como quotização.
Era um plano já muito afoito,
A modos de se fazer uma jangada
Que levasse a bom porto de salvação

E p’rá frente era o caminho
- Aqueles homens não eram gente de torcer –
Teriam de fomentar uma questão plausível
Que seria a construção do próprio ninho
Um ninho que desse mui trabalho e mui prazer
E que nunca fosse razão Incrível.

Se Incrível ficou na posteridade
Foi um desafio para o futuro,
Para outros que haveriam de surgir,
Pois só assim desfilaram, perante essa Sociedade
Anónimos que elaboraram trabalho muito duro
E deram grandes lições de fraternidade.

Mais tarde, surgiu o António Henriques,
Que removeu montanhas e descobriu papeis
Para escrever uma história gloriosa.
E, sozinho, sem criar despiques,
Mostrou que além de Henriques, pai dos reis,
Havia outro, o da Incrível tão ditosa.

Nasceu para isso o nosso amigo:
Para o amor, para o afã, p’ra sua Incrível,
Para estar bem junto a este povo tão esquecido,
Porque, qualquer dom nasceu consigo
Na demonstração de que tudo aquilo era crível
E que Portugal tinha ficado enriquecido.


                                     Fernando Barão

20/09/15

Poemas com Dedicatória (2)


António, Um Homem Incrível


António, olho para ti como a Alma Incrível
O Homem que fez com que tudo seja possível.

O músico da banda do brilho e glória
O dirigente da excelsa memória
A voz exaltante da nossa história.
O melhor exemplo desta paixão
Que nos enche e irradia o coração
E faz com que nunca digamos, não,
À nossa Incrível, casa de fraternidade
Farta em rostos que irradiam amizade
E onde sempre se respirou liberdade.

António estás sempre presente na Incrível
És o único que permanece insubstituível.
  

       Luís Milheiro

19/09/15

António Henriques: as Palavras dos Outros (4)


[...] Pensamos que uma colectividade quanto mais idosa for mais difícil é recompor a sua história. Tudo se vai perdendo no tempo, tudo se vai esfumando com o cair das folhas dos calendários. Assim a obra coleccionista do António Henriques terá ainda muito mais valor visto que se transplanta para além de um século.
Juntou largas centenas das mais variadas partículas que diziam respeito à mãe das instituições almadenses, que se foram catalogando por espécies, por épocas, e que hoje têm um valor que só atingem os originais históricos.

Assim, para além do que ainda há para verificar e coleccionar entregou na Incrível 16 volumes das mais diversificadas recordações que estão a ser publicada em 8 volumes dos quais já saíram 2. No ano de 1998, em que a Incrível completa século e meio de existência, sairá o último volume, ficando esta parte do seu grandioso esforço, concluído. Mas, a Incrível não irá ficar por aqui. Tudo que a família nos irá entregar, por seu desejo de sempre, fará com que a sua divulgação venha a aparecer transformada em museu que irá ter o seu nome. [...]

                                                                                                                                          António Barão Ramos

     (in "António Henriques, o Associativista e o Historiador de Almada e das suas Colectividades")

18/09/15

Poemas com Dedicatória (1)


Um Nome Imortal

António Henriques
É nome de história
Que perpetua a memória
Da nossa vida colectiva
É nome de dirigente
Empenhado e intransigente
Na sua filosofia associativa

António Henriques
É nome de paixão
Amor e dedicação
À sua eterna Colectividade
É nome de músico e artista
Historiador e publicista
Da cidadania e liberdade

António Henriques
É um nome inesquecível
Orgulho da sua Incrível
Exemplo que nos pertence
É um nome sempre actual
E uma figura imortal
Do Associativismo Almadense


                            Orlando Laranjeiro

15/09/15

António Henriques: as Palavras dos Outros (3)


«[...] Ainda hoje não consigo classificar o António Henriques, personagem impar da Incrível. De modos muito cordatos, um pouco reservado senão distante, uma escrita que me parecia barroca, louvando a Incrível e as belezas de Almada. A Vila foi elevada a cidade em 1973 no período sobre o qual estou a escrever. Sinceramente não lograva nos escritos do António Henriques as belezas que ele cantava. Almada velha tinha sido paulatinamente destruída, e quanto isso deveria ter doído ao António Henriques, e a parte nova não era para mim algo assim tão belo para ser louvado. Mas o amor que ele punha naquilo que escrevia, esse sim, comovia-me. Agora penso que o António Henriques via algo que eu não vislumbrava. Além da grandiosa vista sobre Lisboa, ele via o pulsar da cidade, via as gentes nas suas actividades, via a alma onde eu via a pele. [...]»


                                                                                        Fernando Pina


                         (in "António Henriques, O Associativista e o Historiador de Almada e das Suas Colectividades")

10/09/15

Exposição Cancelada


Estava prevista a inauguração da exposição, "António Henriques, A Paixão pela História e pela Incrível", no dia 19 de Setembro, no Espaço Doces da Mimi, organizada pela SCALA.

Infelizmente este lugar de Cultura encerrou no início de Julho e a SCALA não conseguiu arranjar um espaço alternativo para esta iniciativa.

A Comissão Organizadora das Comemorações agradece o apoio da SCALA e acredita que haverá mais oportunidades para se falar de António Henriques e se declamarem poemas da sua autoria e em sua homenagem.

(Esta capa não aparece aqui por acaso, nesta obra editada pela SCALA consta a biografia de António Henriques)

08/09/15

António Henriques Poeta


António Henriques também escreveu poesia, como o "Cântico ao 1º Centenário", escrito quando a S.F. Incrível Almadense comemorou os seus primeiros 100 anos de Vida. Poema que reproduzimos com a devida vénia:


Cântico ao 1º Centenário

“Incrível” idolatrada,
gloriosa e triunfante,
honras a vila de Almada
p’lo teu passado brilhante.
Co’as tradições liberais
luminosas de verdade,
nasceram teus ideais
ao clarão da liberdade!

 (coro)
Velhinha, mimosa flor,
de beleza sonhadora,
venha a nós o teu amor
na magia redentora
do Belo, do Verdadeiro
e do Bem, oh nossa amada!
Símbolo tão altaneiro
do alto nome de Almada!

(coro)
Bandeira cheia de glória,
vai p’ra ti esta oração:
«Que as estrelas da vitória
da Arte e da Instrução
te façam sempre intangível,
toda firmeza e vontade
p’ra que a nossa qu’rida “Incrível”
outros cem conte de idade!»

Recordar, recordar
O nobre dia lendário!
Aclamar, aclamar
Seu primeiro centenário!


 (António Henriques é o primeiro da direita na foto)

07/08/15

O Dia em que António Henriques Nasceu...


António Henriques (D' Almeida) nasceu em Cacilhas, a 7 de Agosto de 1915, na então rua da Oliveira, filho de José Francisco, operário corticeiro, e de Emília Bárbara de Almeida, costureira.